O acompanhamento oftalmológico na infância é essencial para detectar problemas visuais que podem impactar o desenvolvimento da criança. Segundo a oftalmopediatra Juliana Araújo, do Hospital de Olhos de Sergipe, a avaliação ocular deve começar nos primeiros meses de vida, mesmo que a criança não apresente queixas. A saúde ocular merece atenção especial, especialmente em outubro, mês das crianças.
Desenvolvimento da visão na infância
Juliana Araújo destaca que a visão não se forma completamente ao nascer; ela se desenvolve ao longo da infância. Identificar alterações precocemente é crucial para maximizar os resultados do tratamento. O especialista observa que muitas crianças acreditam ter uma visão normal porque nunca experimentaram outra realidade visual. Quando os problemas são diagnosticados tardiamente, pode ser difícil recuperar completamente a visão.
Condições oculares a serem observadas
Entre os problemas que podem passar despercebidos estão a ambliopia, conhecida como 'olho preguiçoso', e o estrabismo, que é o desalinhamento dos olhos. A ambliopia ocorre quando a visão de um dos olhos não se desenvolve adequadamente, frequentemente devido a diferenças de grau entre os olhos. O estrabismo, por sua vez, pode levar à ambliopia, pois o cérebro pode passar a dar preferência a um dos olhos, deixando o outro subestimulado.
Sinais como franzir a testa para enxergar, se aproximar de livros ou telas, e dificuldades na escola podem indicar problemas visuais. Embora esses comportamentos isolados não confirmem um problema, eles sinalizam a necessidade de uma avaliação oftalmológica.
Miopia e outras doenças oculares
A oftalmopediatra também alerta para o aumento da miopia entre crianças. Fatores como a prática excessiva de atividades que exigem visão de perto e a falta de exposição à luz natural estão associados ao desenvolvimento e progressão da condição. Juliana recomenda equilibrar atividades internas com momentos ao ar livre e limitar o uso de telas como principal forma de entretenimento.
Identificar doenças como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma desde cedo aumenta as chances de tratamento eficaz. Sinais como leucocoria, que é o reflexo branco na pupila, devem ser investigados prontamente.
A primeira consulta ao oftalmologista deve ocorrer no primeiro ano de vida, com novas avaliações entre dois e três anos e acompanhamento anual a partir dos cinco anos. Crianças com condições como miopia podem necessitar de consultas semestrais. A atenção deve ser redobrada em casos de alergias oculares, que podem levar ao ceratocone.
Sobre o Hospital de Olhos de Sergipe
Com 40 anos de experiência, o Hospital de Olhos de Sergipe é referência em oftalmologia, com quatro unidades de atendimento no estado. A instituição oferece serviços com tecnologia avançada e um corpo clínico qualificado, atendendo a mais de 30 convênios de saúde. Mais informações podem ser obtidas no site hosergipe.com.br ou pelo telefone (79) 3212 0800.
Com informações de Infonet

