O banho no Rio da Prata, localizado no povoado São José em Japaratuba, foi liberado na última quinta-feira, 29, após a remoção de fiações elétricas irregulares que atravessavam o leito do rio. A desinterdição recebeu confirmação do Ministério Público de Sergipe (MPSE), com base na avaliação do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), que garantiu que o risco de eletrocussão foi eliminado.
Interdição e causas
O local estava interditado desde maio deste ano, quando a presença de fios instalados de forma irregular levantou preocupações sobre a segurança dos banhistas. O MPSE informou que a retirada das fiações foi verificada pela Energisa e confirmada pelo Corpo de Bombeiros, permitindo que as atividades recreativas na área fossem retomadas.
Questões ambientais persistem
Apesar da liberação, o MPSE alertou que ainda existem questões ambientais a serem resolvidas. Há uma pendência relacionada ao descarte de efluentes por estabelecimentos localizados nas margens do rio. Para tratar desse assunto, a Promotoria de Justiça de Japaratuba pediu uma audiência com comerciantes, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e a Prefeitura, visando adequar os empreendimentos à legislação ambiental.
O MPSE também solicitou à Justiça uma autorização provisória para que os estabelecimentos possam operar, desde que as atividades não resultem no despejo de esgoto no rio. Essa proposta tem como objetivo equilibrar a recuperação da atividade econômica com a preservação ambiental enquanto o processo judicial continua.
Reabertura celebrada pelo prefeito
Após a confirmação da liberação, o prefeito de Japaratuba, Décio Neto, expressou sua satisfação em um vídeo nas redes sociais, destacando a importância da reabertura para o movimento no local, especialmente com a proximidade de um feriado prolongado. "Diante de tanto calor que nós estamos passando e às vésperas de um feriado prolongado, o Prata está liberado para que as pessoas possam retomar os banhos, desfrutar desse paraíso", afirmou o prefeito.
Ele também fez um apelo aos frequentadores e comerciantes, solicitando que evitem a prática de descarte irregular de lixo e ligações clandestinas de energia, a fim de preservar a segurança e o meio ambiente da região.
Com informações de Infonet

