A sífilis, infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, é alvo de alertas por especialistas dos Hospitais de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins e da Universidade Federal de Sergipe. Embora tratável, a doença pode permanecer assintomática por anos e, se não tratada, levar a graves complicações, incluindo problemas cardiovasculares e neurológicos.

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Transmissão e diagnóstico

A transmissão da sífilis ocorre principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, mas também pode se dar através de sangue infectado ou de mãe para filho durante a gestação ou o parto. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza diagnóstico e tratamento gratuitos. Iangla Damasceno, farmacêutica do HDT-UFNT, enfatiza que o uso correto de preservativos e a testagem regular são fundamentais para controlar a infecção.

O infectologista João Fonseca, do HU-UFS, ressalta a importância da testagem regular, especialmente para aqueles com maior risco, e que a frequência dos exames deve ser adaptada ao histórico de saúde de cada indivíduo.

Fases da sífilis

Conforme o Boletim Epidemiológico da Sífilis 2025 do Ministério da Saúde, a doença apresenta diversas fases: primária, secundária, latente e terciária. A fase primária é marcada pelo surgimento de uma ferida indolor no local de infecção, que pode desaparecer espontaneamente, mas não indica a eliminação da bactéria.

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Na fase secundária, sintomas como manchas na pele, febre e mal-estar podem surgir. A fase terciária, a mais grave, pode resultar em sérios problemas de saúde. "O diagnóstico precoce é vital para iniciar o tratamento e reduzir complicações", afirma Damasceno.

Sífilis congênita e prevenção

A sífilis congênita, que ocorre quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê, é uma grande preocupação. A transmissão pode acontecer durante a gestação ou o parto, resultando em sérios problemas para a saúde da criança. João Fonseca recomenda que gestantes realizem exames durante o pré-natal para identificar e tratar a infecção a tempo.

O tratamento é feito, principalmente, com penicilina benzatina, sendo essencial seguir as orientações médicas. A interrupção do tratamento pode comprometer a cura, especialmente em gestantes, onde cada dose é crucial para a saúde do bebê.

Após o tratamento, o acompanhamento regular é necessário para garantir a eficácia da terapia, com exames de sangue agendados para até dois anos. Este monitoramento é fundamental para evitar a transmissão inadvertida da doença.

Com informações de Infonet