A escolha do bairro Santo Antônio para a construção do novo cemitério público de Aracaju foi amplamente criticada por vereadores durante a sessão da Câmara Municipal, realizada na terça-feira, 3. Os parlamentares expressaram suas preocupações sobre os impactos na mobilidade urbana e no meio ambiente, além de solicitarem mais informações sobre o projeto e a desapropriação do terreno.

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Críticas à mobilidade urbana

O projeto prevê a criação do Cemitério Vertical Ecológico Municipal em uma área de mais de 16 mil metros quadrados, atualmente ocupada pelo complexo do Sistema Atalaia de Comunicação. O terreno foi declarado de utilidade pública para desapropriação, conforme o Decreto nº 3.920, publicado em 29 de outubro.

O vereador Elber Batalha (PSB) levantou questões sobre a mobilidade na região, especialmente nas proximidades do Hospital Universitário, onde já existem dificuldades no trânsito. Ele alertou para os possíveis transtornos que cortes fúnebres poderiam causar, especialmente em horários de pico. Além disso, Elber expressou preocupações sobre a falta de estudos de impacto ambiental e os riscos de contaminação do lençol freático, dado que a área possui minadouros de água.

Audiência pública programada

Como alternativa, o vereador sugeriu que a Prefeitura considere a Zona de Expansão, uma área com crescimento populacional significativo que também necessita de um novo cemitério. Ele indicou que uma audiência pública será realizada em 16 de novembro, às 14h, para discutir o projeto com moradores, autoridades e especialistas em meio ambiente e mobilidade.

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A vereadora Sônia Meire (PSOL) também questionou a falta de informações sobre o novo cemitério. Embora reconheça a necessidade de mais espaços para sepultamento em Aracaju, ela pediu por mais transparência sobre os estudos e viabilidade do projeto, enfatizando a importância de conhecer os detalhes do planejamento.

Objetivos do novo cemitério

A construção do cemitério visa resolver a superlotação das unidades públicas de sepultamento na capital, tema que é parte de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) em 2006, que exigiu a criação de pelo menos um novo cemitério. O projeto está em fase de cumprimento desde 2022.

Segundo a Prefeitura, o cemitério terá inicialmente 5 mil lóculos, com a possibilidade de expansão através de um segundo pavimento. A estrutura incluirá um ossuário, seis salas de velório, um centro ecumênico, espaço para contemplação, sanitários e estacionamento. O modelo ecológico vertical foi escolhido por evitar o contato do necrochorume com o solo e por implementar um sistema de tratamento dos gases gerados durante a decomposição.

Com informações de Infonet