Após a repercussão negativa em relação à proposta de instalação do novo Cemitério Ecológico Municipal no bairro Santo Antônio, a Prefeitura de Aracaju decidiu ampliar as áreas em avaliação para o projeto. A reunião que resultou nessa decisão ocorreu na terça-feira, 3, com a prefeita Emília Corrêa e representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Empresa Municipal de Obras e Urbanização e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Críticas e novas áreas em avaliação
A indicação do Santo Antônio gerou protestos entre moradores e críticas de vereadores, além de ser amplamente discutida na imprensa. Em resposta às manifestações, a Prefeitura esclareceu que ainda não há um local definitivo para a construção do novo cemitério e que outras áreas estão sendo consideradas. Além do bairro Santo Antônio, a administração municipal também incluiu Santa Maria em sua lista de possíveis locais.
A criação do cemitério é resultado de uma determinação judicial de 2006, que exige a ampliação da oferta de vagas para sepultamentos em Aracaju, atendendo à crescente demanda das famílias. O projeto examina três áreas previamente indicadas pela gestão anterior, situadas em terrenos privados: Japãozinho, Ponto Novo e Zona de Expansão, na região de Areia Branca.
Audiência pública para discussão do projeto
Após a reunião, a prefeita Emília Corrêa solicitou ao Ministério Público de Sergipe a realização de uma audiência pública, proposta para a próxima semana. O evento deverá reunir representantes da comunidade local para apresentar o projeto do cemitério, esclarecer dúvidas e discutir as alternativas disponíveis. “Aracaju enfrenta uma demanda histórica pela ampliação da oferta de cemitérios públicos. Estamos trabalhando para cumprir uma determinação judicial e atender a essa demanda. Mas acredito que governar vai além de cumprir obrigações, é também ouvir, dialogar e construir soluções com as pessoas”, afirmou a prefeita.
Detalhes do projeto do cemitério
Na última sexta-feira, 30 de outubro, a Prefeitura publicou a declaração de utilidade pública para a desapropriação do terreno inicialmente proposto, permitindo que o município formalize seu interesse na aquisição da área. Na segunda-feira, 2 de novembro, foram apresentados detalhes adicionais do projeto, que prevê a construção de 5 mil lóculos, com a possibilidade de um segundo pavimento. O espaço incluirá um ossuário, seis áreas para velórios, um centro ecumênico, espaço de contemplação, sanitários e estacionamento.
O modelo projetado é vertical, com estruturas isoladas para evitar o contato do necrochorume com o solo e sistemas de tratamento de gases gerados pela decomposição. Essa abordagem permite concentrar mais sepultamentos em uma área menor, otimizando o espaço disponível.
Com informações de Infonet

