A Universidade Federal de Sergipe (UFS) anunciou na última quinta-feira (15) a eliminação da Lista Tríplice nas eleições para a escolha de seu reitor. A medida, que se torna efetiva com a sancionada Lei 15.367/2026, visa simplificar e agilizar o processo eleitoral, permitindo que os departamentos da instituição realizem votações diretas.
Importância da mudança
Esta alteração é considerada um marco histórico para a UFS, que, ao longo de suas 58 anos, nunca havia adotado um sistema tão descentralizado. A nova norma determina que o presidente da República nomeará o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica, respeitando a autonomia de cada setor.
Decisão do Conselho Universitário
Durante uma reunião do Conselho Universitário (CONSU/UFS), a administração da universidade promoveu mudanças significativas em seu processo eleitoral. Além do término da lista tríplice, também foram ajustadas as normas para regulamentar a eleição direta por chapas, envolvendo toda a comunidade acadêmica.
O reitor da UFS, André Maurício, expressou sua satisfação com a aprovação da nova medida, afirmando que “aprovamos hoje no Conselho Superior, o fim da lista tríplice para as eleições de dirigentes na UFS. Isso, finalmente, depois de 58 anos de universidade, acabou. Temos agora um processo democrático nos departamentos, nos centros e, inclusive, eleições para a Reitoria da Universidade Federal de Sergipe.”
Processo eleitoral e regulamentação
As eleições para a Reitoria, conforme as novas diretrizes, serão diretas e abertas a todos os membros da comunidade universitária. O resultado será homologado por um Colégio Eleitoral Especial, composto pelo CONSU, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEP) e Conselho Diretor da Fundação UFS.
Esse Colégio Eleitoral será convocado 150 dias antes do término do mandato atual para validar as regras elaboradas pela comunidade e ratificar o resultado das urnas.
O relator do projeto, o professor Fernando Aguiar, destacou que a decisão não apenas descentraliza a administração, mas também fortalece a democracia interna da universidade. Ele afirmou que a aprovação das novas normas representa um avanço importante na consolidação dos princípios democráticos e da transparência na UFS.
Com informações de Infonet

