Os professores da rede estadual de ensino de Sergipe decidiram suspender a greve que durou 32 dias, durante uma assembleia realizada na última sexta-feira, 9. A decisão veio após o Governo do Estado apresentar uma proposta para a criação de uma comissão que discutirá a retomada do escalonamento da carreira do magistério.

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Proposta e expectativas

Conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), o governo estipulou um prazo de 90 dias para elaborar uma proposta relacionada à carreira dos professores. As aulas estão programadas para recomeçar na terça-feira, 13 de outubro.

Roberto Silva, presidente do Sintese, expressou a esperança da categoria em que as discussões levem à valorização dos profissionais e à retomada do escalonamento salarial. "O magistério entende que é preciso nesta comissão se construir uma proposta efetiva de retomada do escalonamento de 40% a 100%", afirmou em vídeo nas redes sociais.

Reposição de aulas

Silva também informou que o sindicato buscará diálogo com a Secretaria de Estado da Educação para tratar da reposição dos dias letivos perdidos durante a greve. "Entendemos que os estudantes têm o direito à reposição desses dias, como manda a LDB, e da parte dos professores haverá reposição", declarou.

Embora a greve tenha sido suspensa, o presidente do sindicato ressaltou que a mobilização da categoria continuará. "A suspensão do movimento não é a suspensão da luta", enfatizou.

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Motivo da greve

A greve teve início em 8 de setembro, motivada pela necessidade de cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao plano de carreira dos professores. Em outubro de 2025, o STF considerou inconstitucional a Lei Complementar nº 213/2011, que alterou o plano de carreira do magistério.

Segundo o Sintese, a decisão do STF exige a restauração dos níveis da carreira e dos percentuais de valorização conforme o plano anterior, que levava em conta a formação dos docentes. Desde então, o sindicato vem cobrando do governo uma proposta para implementar essa decisão.

O governo, por sua vez, solicitou ao STF um prazo adicional para cumprir a determinação. O sindicato contesta as justificativas do Estado sobre limitações financeiras, afirmando que os professores têm acumulado perdas salariais desde que as alterações no plano de carreira foram implementadas.

Retorno às aulas

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) anunciou que as aulas nas 319 escolas da rede pública estadual serão retomadas na terça-feira, 13, com a oferta de transporte e alimentação escolar. A secretaria também confirmou que os dias de paralisação serão repostos, com cada escola organizando seu calendário de acordo com suas necessidades, para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos estabelecidos pela LDB.

Com informações de Infonet